Eles são respeitadíssimos no palco, especialmente se forem muito famosos. Claro, quem vai dar bola para artistas que não têm um mundo aos seus pés? Ainda mais vivendo e trabalhando fora do eixão Rio/São Paulo/Bahia?
Ah, toca uma pra nós!
Toca Raul!
Toca o Rappa!
Eles são predestinados. Geralmente nascem sabendo o que querem ou alguém diz: você canta bem, você toca bem... porque não monta uma banda?
Aí vem a loucura. Aprender a cantar, a tocar... convencer outros músicos que toquem contigo, convencer aos pais que você é bom e pode, quem sabe, fazer sucesso e viver do que ama fazer.
Geralmente isso começa cedo...
Muitos são os caminhos dos que escolhem a música e qualquer que seja ele, pode contar, vai ter que ralar muito... sofrer golpes duríssimos... ouvir batidas de porta na cara... mas vai valer a pena porque eles vão fazer o possível e o inimaginável para estar no palco fazendo música, mesmo que só os amigos mais íntimos e sua mãe estejam na plateia.
E isso inclui estar disponível em qualquer ocasião, com vontade ou não, vão ter que dar canja... tocar em aniversários, se apresentar em eventos bem simples, velórios, reunião de pais... pois palco não é todo dia que se tem e experiência só se ganha nele, no palco.
Dá-lhe correr pra cá e pra lá.
Compra equipamento, estuda, ensaia, mais equipamento, corre, grava, fotografa... posta, publica e corre, corre porque você precisa ser ouvido, amado e respeitado... afinal, você escolheu viver disso e vai que aquele vídeo tosco do youtube é visto pelo mesmo produtor da Anita que já começou a carreira fazendo show para públicos enormes mesmo só tendo cinco músicas no repertório.
Mas... a danada canta e faz uma montanha de gente rebolar.
Prepara!
Muitos não terão essa sorte, muitos não passarão nem perto do The Voice ou coisa do gênero... milhares não terão grana pra sequer sair da cidadezinha onde vivem... mas isso não os impedirá de correr e correr... pois amanhã... vai que rola um convite e você deverá estar com tudo ensaiado, tinindo...
Não, não esqueci dos que pagam pra fazer música e tocam pelo simples prazer, sem nada pedir em troca. Ainda bem que tem.
Mas... e quem come disso? Quem paga contas de luz, água, escola, ônibus? E quem paga faculdade com a música?
Bem, de dia você pode trabalhar em outra coisa e a noite: ensaia, grava, toca e corre, corre mais. Dormir é para os fracos.
Cachê?
Se tiver, ótimo e se não, também... você precisa ser visto.
Vai ter de pegar grana emprestada, ficar devendo pro taxista, pegar
um figurino com a amiga ou comprar baratinho no brechó... vale a pena!
Figurino, maquiagem, som, transporte, instrumentos, alimentação e água... gente!
Você vai ter que seduzir pessoas, plateias inteiras com seu som. Vai precisar ter bom humor, educação e muito jogo de cintura.
É um mundo de detalhes... sem falar na sorte que pode ser a única a te ajudar a
pegar um técnico de som que saiba trabalhar direitinho, senão sua voz e seu violão poderão te derrubar ao invés de te lançar ao estrelato.
Oh, meu Deus... abençoe os donos de bares, restaurantes, casas de shows, eventos, prefeituras, fundações culturais e produtores musicais.
Abençoe os sistemas de incentivo à cultura... abençoe os amantes da música!
Que não falte respeito e reconhecimento aos nossos adoráveis vendedores de ilusões.
Vocês conhecem algo mais encantador e envolvente que a música?
Minha humilde homenagem a você Felícia Oliveira que ama o que faz e ainda faz com que muitos se apaixonem por você, feito eu.
SÁBADO VOU ESTAR NO GARGAREJO E VAI SER LINDO!
skype Tusi Helena
47 99589122
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Aquele abraço na CASA DA CULTURA de Jlle
Um convite cheio de dignidade.
Abraçar a Casa da Cultura de Joinville na data em que
se contam dois anos de interdição. Aliás, uma interdição
legítima, por falta de condições de atender, com o mínimo
de decência, alunos, professores, diretores, coordenadores,
e ao público em geral.
A Casa da Cultura de Joinville foi renegada pelos gestores,
passou de menina dos olhos à mulher desprezada. Funcionava
por teimosia e dedicação dos que tinham a incumbência de mantê-la
viva. Até que... veio a interdição para tirar da zona de risco seus
usuários e visitantes. Espalharam seus cursos pela
cidade... a maior confusão. E hoje, pleno 2013, publicam o convite
abaixo. Quem viveu seus tempos de pura ferveção, com cursos e
eventos incríveis e importantíssimos, sabe o que lamento.
Quem teve uma diretora como Albertina Tuma e um coordenador de dança como
Carlos Tafur, que criaram o maior Festival de Dança do mundo, sabe
do que estou falando.
A Casa da Cultura era uma referência para a
América Latina.
Foi um berço esplêndido de arte e cultura que abraçava todos sem exceção.
Agora, ela precisa do nosso abraço.
Estúdio da Colina apóia novo espetáculo da Cia de Teatro da UNILLE
A peça teatral Bartolomeu em tempo de Voo, tem estreia agendada para dia 16 de agosto de 2013. O espetáculo foi concebido a partir de fragmentos de vários livros de Bartolomeu Campos Queirós: “Por Parte de Pai”, “Ler, Escrever e Fazer Conta de Cabeça”, “Ciganos”, “Antes do Depois”, “Tempo de Voo”, “O Fio da Palavra” e “Sem Palmeira ou Sabiá”. A dramaturgia tem como ponto de partida a ideia de que “a memória abarca tanto o vivido quanto o sonhado”, expressa na prosa poética de Bartolomeu. Inspirados nesta frase, elenco e direção mesclam memórias do autor e histórias criadas por ele, com as memórias suscitadas no elenco. O vivido e o sonhado tecidos na narrativa de Bartolomeu mesclam-se com a narrativa construída pelos atores e configura um entrecruzamento de memórias: um tempo de voo. Tantas memórias e fantasias devem fazer emergir na plateia outras tantas recordações. A montagem é fruto de criação coletiva, com pesquisa para a construção da dramaturgia feita em parceria com o PROLER - Joinville. A encenação faz uso de recursos como projeção de desenho animado, sombras, dança e como não poderia deixar de ser, valoriza a palavra falada e escrita.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Leia Felícia Oliveira na Rota da Praia
http://rotadapraia.com/index.php/blogs-e-colunas/culturarte/item/437-festival-de-danca-de-joinville
http://rotadapraia.com/index.php/blogs-e-colunas/culturarte/item/437-festival-de-danca-de-joinville
terça-feira, 23 de julho de 2013
O cara é considerado gênio, eu o acho genial também, Juarez Machado, joinvilense apaixonado e dividindo residência com Paris, abrindo no Museu de Arte de Joinville exposição retrô comemorando seus 70 anos de vida e pouco menos que isso de arte.
No clic abaixo, publicado no facebook da Fundação Cultural de Joinville, momento inaugural da mostra.
Prestigiadíssima!
Mais clics
Até 08 de setembro no Museu de Arte de Joinville
Anexos da Cidadela Antarctica
Super vale conferir.
Ótima matéria da Ana Ribas para Revista da Acij - 21, e muito providencial relembrar a autoria do Festival de Dança no mês em que ele acontece. Parabéns Ana, parabéns Mercado de Comunicação pela produção da 21. — em Joinville.
A produtora cultural, Albertina Félix Tuma, fala sobre cultura, Coral Ciser Show e tem sua história deliciosamente relembrada por Ana Ribas da Mercado de Comunicação.. Confira a 21 da Acij. — em Joinville.
Revista 21, da ACIJ, circulando recheada de cultura, economia e negócios.
A matéria Vozes da Cultura fala dessa relação empresaXarteXpessoas.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
JOINVILLE FOI!
JOINVILLE AMOU O BRASIL DEBAIXO DE MUITA CHUVA
Haviam mais de vinte mil pessoas confirmadas na página do facebook para a PASSEATA PACÍFICA que jovens do movimento PASSE LIVRE organizaram.
E elas foram.
Uns dizem que foram 15 mil, outros dobram para 30, mas a real é que nunca se viu uma manifestação com tal proporção pelas ruas da pacífica e até tímida Joinville.
foto de Giih Carine
Muitos duvidaram que fosse possível, alguns até devem ter apostado nisso e , certamente, se decepcionaram.
Graças a Deus!
As fotos e vídeos postadas na página do Movimento não deixam dúvida.
Joinville AMA o Brasil!
Amou ao enfrentar horas de chuvas torrenciais para surfar junto na enorme onda que se agiganta por todo o Brasil pedindo seriedade, justiça,
consciência e transparência.
Os polêmicos 20 centavos já foram reduzidos nas tarifas de ônibus em várias capitais, mas como foi dito exaustivamente nas ultimas duas semanas,
não era só isso.
Ninguém suporta mais assistir ao que fazem como nossa amada e idolatrada Pátria que, até então, e desde o impeachment de Collor, assistiu gentilmente às barbaridades cometidas na política, na saúde, na educação, na infra-estrutura, na habitação, na agricultura e na vida de cada um de nós.
Não queremos mais bolsa disso ou daquilo, queremos trabalho, renda e dignidade para enchermos nossas bolsas retornáveis de alimentos.
Queremos atendimento médico sem que seja necessário ficarmos humilhados pelos corredores hospitalares ou portas de postos de saúde de madrugada.
Queremos andar de ônibus sem nos sentirmos sardinhas enlatadas.
Queremos ser ouvidos, atendidos, acolhidos e valorizados.
Afinal, quem faz esse enorme país andar?
É o futebol?
É o congresso?
Ou somos nós formiguinhas trabalhadeiras incansáveis?
foto Sabrina Silvério
E de tão incansáveis não há data para que o MOVIMENTO cesse.
Enquanto isso, hoje, antes que o dia 20 de junho acabe, eu só quero continuar
me sentindo assim, extasiada e orgulhosa com os jovens brasileiros e os jovens brasileiros de Joinville.
PARABÉNS!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
NÃO TENHO TEXTO
Minha filha Bibi Vidália, de 22 anos, empenhada em se engajar no movimento PASSEATA PACÍFICA DE JOINVILLE, que rola hoje, pediu que eu escrevesse um texto sobre as mudanças no País. Eu, na bronca com tanta falta de seriedade com as coisas brasileiras, respondi assim...
Minha filha Bibi Vidália, de 22 anos, empenhada em se engajar no movimento PASSEATA PACÍFICA DE JOINVILLE, que rola hoje, pediu que eu escrevesse um texto sobre as mudanças no País. Eu, na bronca com tanta falta de seriedade com as coisas brasileiras, respondi assim...
Não tenho um texto, filha, tenho ressentimento. Me vejo inocente pois acreditei na política e trabalhei. Não tenho texto, tenho rancor. Tenho vergonha de ser rejeitada pelos homens que não cumprem suas obrigações sociais, obrigações para as quais se dispuseram e nos fizeram crer que seria possível exercer com honestidade. Não tenho um texto, tenho um coração partido ao ver que a desvalorização do cidadão brasileiro caiu na vala da banalização e do desrespeito. Não tenho um texto, mas tenho esperança ainda de que estes jovens valentes, baderneiros ou não, sejam mais corajosos e capazes que os "coroas" que sem vergonha alguma, sentam-se no trono nacional e pensam que de lá apitam suas arbitrariedades sem que nada seja feito contra. Não tenho texto, não sou diplomada porque optei por trabalhar desde muito cedo e sustentar quase sempre solo minha família. Não tenho um texto, tenho indignação, tenho necessidade de médico, de trabalho, de transporte, respeito e de dignidade. Filha, a sua mãe, sem texto, se pergunta: Querem prender baderneiros? Procurem nas câmaras, prefeituras, governos, na imprensa, nos corredores obscuros e assembleias pois BADERNA mesmo é o que estão fazendo com o nosso país há anossssss, não nas ruas.
sábado, 15 de junho de 2013
LOCUTORA POR ACASO?
Tusi Locutora
Ser locutora é uma atividade muito específica. A voz é o principal mas, usá-la corretamente é questão de técnica. Uma locução emocional, por exemplo, nada mais é do que uma locução onde a técnica foi aplicada para transmitir emoção e não necessariamente foi gravada com sentimento de emoção.
Locutar é questão de dom, técnica, timbre, aprendizado e muita paciência.
Foi assim...
Era repórter na RBS TV (desde 1979) e sempre falavam da minha voz. Era um tempo em que poucas mulheres exerciam essa atividade fora dos estúdios de rádio. Isso fez com que diretores de arte e publicitários me procurassem para gravar seus textos comerciais. Anselmo Lemos, Pedro Cláudio Gigena e Nilton Chiewe sempre me chamaram para suas peças publicitárias. Foi duro pra eles também.
Na época, minha atividade como repórter travava a minha locução. Minhas gravações se pareciam mais com off''s de reportagem. Foi preciso muita paciência deles e minha. Gravar centenas de vezes a mesma coisa, como foi na época, era exaustivo e muitas vezes eu saía do minúsculo cubículo de voz da RBS pensando em nunca mais voltar.
Tusi Apresentadora
Ao deixar de ser repórter para fazer a apresentação do Jornal do Almoço, também passei a ser chamada para apresentar cerimoniais, shows, eventos de moda e por aí foi. Fui convidada para apresentar a primeira edição do Festival de Dança de Joinville mas, por causa das enchentes de 1983, quando SC ficou ilhada, estava tão envolvida na rede de solidariedade que abri mão do trabalho. A partir do segundo ano do Festival mergulhei de cabeça. A convite da diretora da Casa da Cultura e uma das criadoras do Festival, Albertina Tuma, apresentei o Festival de Dança daquele ano e os festivais dos próximos 8 anos. Eu coordenava também a Comissão de Roteiros. Escrevia os textos de apresentação e orientava os demais locutores para apresentar, pois, espetáculos de dança precisam bem mais do que ler o script.
Paralelamente a tudo isso, Marco Antonio Peixer, colega de RBS e dono da Rádio Floresta Negra, me intimou a fazer um programa na emissora dele. Ganhei um horário diário ótimo, das 10 ao meio dia. Fazia o Radioatividade... e fazia intuitivamente. Tocava as músicas que eu gostava, dava dicas, notícias, eventos e tinha uma fila de patrocinadores. Marco Antonio marcou um gol e eu, só corria pro abraço. Muita água rolou nos anos de rádio, vários programas... loucura loucura.
Em 1989, deixei a RBS para fazer a campanha política do então candidato pela quarta vez a prefeito de Joinville, Luiz Gomes (PDS), o Lula. Bolava as matérias, apresentava, gravava os áudios... era a primeira vez que Joinville teria sua campanha para prefeito na TV. Vencemos e nossa vitória foi em cima do candidato do prefeito Freitag, José Carlos Vieira, e a produção "valorizada" do produtor de TV,Coruja, e sua equipe nota 10.
Como comecei antes, tive a chance de fazer primeiro.
Antiguinha e desbravadora
- Fui "a" primeira repórter (sexo feminino) de TV de Join local. (RBSTV Jlle)
- A ajudar a fazer e apresentar programa na primeira campanha política na TV. (Lula)
- A ter uma produtora de vídeo independente. (Câmera 4, em sociedade com Marcelo Leal, Gislaine Croce Kumakola e Teomar Lemos)
- A criar e produzir um CD-ROM com imagens de Joinville (em parceria com Adauto Jr) CD-ROM de Joinville.
- E a primeira locutora on line da cidade.
Grandes coisas rs ... mas é legal.
Eu já tinha 20 anos de bagagem quando resolvi montar meu próprio estúdio e gravar em casa. Já tinha a experiência de internet e com a ajuda de amigos como Lenete Boetcher, Esdras Felício, Henrique Tobal Neto, Xuxú e minha filha Felícia, montei o primeiro home estúdio com locutora conectada à internet do planetinha Ville. Por isso "Locutora On Line", por trabalhar exclusivamente via internet. Recebo os textos por email ou skype, gravo e envio para os produtores.
Skype Tusi Helena
Tusi Locutora On Line no facebook
No twitter @TusiLocutora
Ouça Tusi Locutora On Line no https://soundcloud.com/tusi-locutora-on-line
Hoje...
O estúdio cresceu em equipamento, em qualidade e em experiência. Cresceu também em possibilidades. Virou o Estúdio da Colina e além de locuções trabalhamos com produção de trilhas, spots, esperas telefônicas, bandas e afins.
A união/parceria com o produtor musical e músico, Augusto Matos, trouxe essa nova configuração do Estúdio. Minha filha mais nova, Bibi Vidália, e a filha mais velha, Felícia Oliveira, ambas locutoras e cantoras, formam comigo o trio de vozes femininas do Estúdio da Colina. De novo e sempre fazendo alguma coisa pela primeira vez.
Navegue em Estúdio da Colina no facebook.
Gratidão Extra
Ao músico e técnico Eliezer Zuqui por sua disponibilidade, experiência e parceria; à Câmara 1 pelos anos de parceria, à Teka Peller pela amizade e parceria, ao Esdras Felício e ao Xuxú, parceiros especiais, locutores e produtores que sempre me empurraram pro futuro; à Vanessa Leal pela amizade e trabalhos, ao Tobal Neto que montou o primeiro estúdio, à Mari Silveira que me incentivou, às minhas filhas que me deram a alegria de aprenderem uma profissão em casa; à minha irmã Terezinha Moraes que sempre me socorreu e meu mega cunhado, Helio Dalmo; ao meu pai, José Manoel de Sousa (in memorian); à Albertina Tuma que sempre foi fã, incentivadora e me usa na abertura de seus espetáculos; à Fabrícia Piva, amiga, música e produtora e ao meu amor, Augusto Matos, que já aguentou muito piti quando os equipamentos resolviam parar e está comigo parceirando, namorando, ajudando a escrever o prosseguir dessa história.
Deus me deu muitas ferramentas de aprendizado. Minha gratidão incondicional é para ELE.
Por Tusi
15.06.2013
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