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quinta-feira, 20 de junho de 2013

JOINVILLE FOI!

 JOINVILLE AMOU O BRASIL DEBAIXO DE MUITA CHUVA

Haviam mais de vinte mil pessoas confirmadas na página do facebook para a PASSEATA PACÍFICA que jovens do movimento PASSE LIVRE organizaram.

E elas foram. 

Uns dizem que foram 15 mil, outros dobram para 30, mas a real é que nunca se viu uma manifestação com tal proporção pelas ruas da pacífica e até tímida Joinville.

foto de Giih Carine


Muitos duvidaram que fosse possível, alguns até devem ter apostado nisso e , certamente, se decepcionaram.

Graças a Deus!

As fotos e vídeos postadas na página do Movimento não deixam dúvida.

Joinville AMA o Brasil!

Amou ao enfrentar horas de chuvas torrenciais para surfar junto na enorme onda que se agiganta por todo o Brasil pedindo seriedade, justiça, 
consciência e transparência. 

Os polêmicos 20 centavos já foram reduzidos nas tarifas de ônibus em várias capitais, mas como foi dito exaustivamente nas ultimas duas semanas, 
não era só isso.
Ninguém suporta mais assistir ao que fazem como nossa amada e idolatrada Pátria que, até então, e desde o impeachment de Collor, assistiu gentilmente às barbaridades cometidas na política, na saúde, na educação, na infra-estrutura, na habitação, na agricultura e na vida de cada um de nós. 
Não queremos mais bolsa disso ou daquilo, queremos trabalho, renda e dignidade para enchermos nossas bolsas retornáveis de alimentos. 
Queremos atendimento médico sem que seja necessário ficarmos humilhados pelos corredores hospitalares ou portas de postos de saúde de madrugada.
Queremos andar de ônibus sem nos sentirmos sardinhas enlatadas.
Queremos ser ouvidos, atendidos, acolhidos e valorizados.
Afinal, quem faz esse enorme país andar?
É o futebol?
É o congresso?
Ou somos nós formiguinhas trabalhadeiras incansáveis?


foto Sabrina Silvério

E de tão incansáveis não há data para que o MOVIMENTO cesse.

Enquanto isso, hoje, antes que o dia 20 de junho acabe, eu só quero continuar
me sentindo assim, extasiada e orgulhosa com os jovens brasileiros e os jovens brasileiros de Joinville.

PARABÉNS!


segunda-feira, 17 de junho de 2013

NÃO TENHO TEXTO
Minha filha Bibi Vidália, de 22 anos, empenhada em se engajar no movimento PASSEATA PACÍFICA DE JOINVILLE, que rola hoje, pediu que eu escrevesse um texto sobre as mudanças no País. Eu, na bronca com tanta falta de seriedade com as coisas brasileiras, respondi assim...

Não tenho um texto, filha, tenho ressentimento. Me vejo inocente pois acreditei na política e trabalhei. Não tenho texto, tenho rancor. Tenho vergonha de ser rejeitada pelos homens que não cumprem suas obrigações sociais, obrigações para as quais se dispuseram e nos fizeram crer que seria possível exercer com honestidade. Não tenho um texto, tenho um coração partido ao ver que a desvalorização do cidadão brasileiro caiu na vala da banalização e do desrespeito. Não tenho um texto, mas tenho esperança ainda de que estes jovens valentes, baderneiros ou não, sejam mais corajosos e capazes que os "coroas" que sem vergonha alguma, sentam-se no trono nacional e pensam que de lá apitam suas arbitrariedades sem que nada seja feito contra. Não tenho texto, não sou diplomada porque optei por trabalhar desde muito cedo e sustentar quase sempre solo minha família. Não tenho um texto, tenho indignação, tenho necessidade de médico, de trabalho, de transporte, respeito e de dignidade. Filha, a sua mãe, sem texto, se pergunta: Querem prender baderneiros? Procurem nas câmaras, prefeituras, governos, na imprensa, nos corredores obscuros e assembleias pois BADERNA mesmo é o que estão fazendo com o nosso país há anossssss, não nas ruas.

sábado, 15 de junho de 2013

LOCUTORA POR ACASO?

Tusi Locutora 

Ser locutora é uma atividade muito específica. A voz é o principal mas, usá-la corretamente é questão de técnica. Uma locução emocional, por exemplo, nada mais é do que uma locução onde a técnica foi aplicada para transmitir emoção e não necessariamente foi gravada com sentimento de emoção. 
Locutar é questão de dom, técnica, timbre, aprendizado e muita paciência.


Foi assim...

Sou locutora há 30 anos e fui escolhida pela profissão.
Era repórter na RBS TV (desde 1979) e sempre falavam da minha voz. Era um tempo em que poucas mulheres exerciam essa atividade fora dos estúdios de rádio. Isso fez com que diretores de arte e publicitários me procurassem para gravar seus textos comerciais.  Anselmo Lemos, Pedro Cláudio Gigena e Nilton Chiewe sempre me chamaram para suas peças publicitárias. Foi duro pra eles também.
Na época, minha atividade como repórter travava a minha locução. Minhas gravações se pareciam mais com off''s de reportagem. Foi preciso muita paciência deles e minha. Gravar centenas de vezes a mesma coisa, como foi na época, era exaustivo e muitas vezes eu saía do minúsculo cubículo de voz da RBS pensando em nunca mais voltar.

Tusi Apresentadora

Ao deixar de ser repórter para fazer a apresentação do Jornal do Almoço, também passei a ser chamada para apresentar cerimoniais, shows, eventos de moda e por aí foi. Fui convidada para apresentar a primeira edição do Festival de Dança de Joinville mas, por causa das enchentes de 1983, quando SC ficou ilhada, estava tão envolvida na rede de solidariedade que abri mão do trabalho. A partir do segundo ano do Festival mergulhei de cabeça. A convite da diretora da Casa da Cultura e uma das criadoras do Festival, Albertina Tuma, apresentei o Festival de Dança daquele ano e os festivais dos próximos 8 anos. Eu coordenava também a Comissão de Roteiros. Escrevia os textos de apresentação e orientava os demais locutores para apresentar, pois, espetáculos de dança precisam bem mais do que ler o script.

Paralelamente a tudo isso, Marco Antonio Peixer, colega de RBS e dono da Rádio Floresta Negra, me intimou a fazer um programa na emissora dele. Ganhei um horário diário ótimo, das 10 ao meio dia. Fazia o Radioatividade... e fazia intuitivamente. Tocava as músicas que eu gostava, dava dicas, notícias, eventos e tinha uma fila de patrocinadores. Marco Antonio marcou um gol e eu, só corria pro abraço. Muita água rolou nos anos de rádio, vários programas... loucura loucura.

Em 1989, deixei a RBS para fazer a campanha política do então candidato pela quarta vez a prefeito de Joinville, Luiz Gomes (PDS), o Lula. Bolava as matérias, apresentava, gravava os áudios... era a primeira vez que Joinville teria sua campanha para prefeito na TV. Vencemos e nossa vitória foi em cima do candidato do prefeito Freitag, José Carlos Vieira, e a produção "valorizada" do produtor de TV,Coruja, e sua equipe nota 10.

Como comecei antes, tive a chance de fazer primeiro.
Antiguinha e desbravadora


  • Fui "a" primeira repórter  (sexo feminino) de TV de Join local. (RBSTV Jlle)
  • A ajudar a fazer e apresentar programa na primeira campanha política na TV. (Lula)
  • A ter uma produtora de vídeo independente. (Câmera 4, em sociedade com Marcelo Leal, Gislaine Croce Kumakola e Teomar Lemos)
  • A criar e produzir um CD-ROM  com imagens de Joinville (em parceria com Adauto Jr) CD-ROM de Joinville.
  • E a primeira locutora on line da cidade.


Grandes coisas rs ... mas é legal.

Eu já tinha 20 anos de bagagem quando resolvi montar meu próprio estúdio e gravar em casa. Já tinha a experiência de internet e com a ajuda de amigos como Lenete Boetcher, Esdras Felício, Henrique Tobal Neto, Xuxú e minha filha Felícia, montei o primeiro  home estúdio com locutora conectada à internet do planetinha Ville. Por isso "Locutora On Line", por trabalhar exclusivamente via internet. Recebo os textos por email ou skype, gravo e envio para os produtores.


Skype Tusi Helena

Tusi Locutora On Line no facebook

No twitter @TusiLocutora

Ouça Tusi Locutora On Line no https://soundcloud.com/tusi-locutora-on-line

Hoje...

O estúdio cresceu em equipamento, em qualidade e em experiência. Cresceu também em possibilidades. Virou o Estúdio da Colina e além de locuções trabalhamos com produção de trilhas, spots, esperas telefônicas, bandas e afins.
A união/parceria com o produtor musical e músico, Augusto Matos, trouxe essa nova configuração do Estúdio.  Minha filha mais nova, Bibi Vidália, e a filha mais velha, Felícia Oliveira, ambas locutoras e cantoras, formam comigo o trio de vozes femininas do Estúdio da Colina.  De novo e sempre fazendo alguma coisa pela primeira vez.


Navegue em Estúdio da Colina no facebook.

Gratidão Extra

Ao músico e técnico Eliezer Zuqui por sua disponibilidade, experiência e parceria; à Câmara 1 pelos anos de parceria, à Teka Peller pela amizade e parceria, ao Esdras Felício e ao Xuxú, parceiros especiais, locutores e produtores que sempre me empurraram pro futuro; à Vanessa Leal pela amizade e trabalhos, ao Tobal Neto que montou o primeiro estúdio, à Mari Silveira que me incentivou, às minhas filhas que me deram a alegria de aprenderem uma profissão em casa; à minha irmã Terezinha Moraes que sempre me socorreu e meu mega cunhado, Helio Dalmo; ao meu pai, José Manoel de Sousa (in memorian); à Albertina Tuma que sempre foi fã, incentivadora e me usa  na abertura de seus espetáculos; à Fabrícia Piva, amiga, música e produtora e ao meu amor, Augusto Matos, que já aguentou muito piti quando os equipamentos resolviam parar e está comigo parceirando, namorando,  ajudando a escrever o prosseguir dessa história.


Deus me deu muitas ferramentas de aprendizado. Minha gratidão incondicional é para ELE.




Por Tusi
15.06.2013