Tusi Locutora
Ser locutora é uma atividade muito específica. A voz é o principal mas, usá-la corretamente é questão de técnica. Uma locução emocional, por exemplo, nada mais é do que uma locução onde a técnica foi aplicada para transmitir emoção e não necessariamente foi gravada com sentimento de emoção.
Locutar é questão de dom, técnica, timbre, aprendizado e muita paciência.
Foi assim...
Sou locutora há 30 anos e fui escolhida pela profissão.
Era repórter na RBS TV (desde 1979) e sempre falavam da minha voz. Era um tempo em que poucas mulheres exerciam essa atividade fora dos estúdios de rádio. Isso fez com que diretores de arte e publicitários me procurassem para gravar seus textos comerciais. Anselmo Lemos, Pedro Cláudio Gigena e Nilton Chiewe sempre me chamaram para suas peças publicitárias. Foi duro pra eles também.
Na época, minha atividade como repórter travava a minha locução. Minhas gravações se pareciam mais com off''s de reportagem. Foi preciso muita paciência deles e minha. Gravar centenas de vezes a mesma coisa, como foi na época, era exaustivo e muitas vezes eu saía do minúsculo cubículo de voz da RBS pensando em nunca mais voltar.
Tusi Apresentadora
Ao deixar de ser repórter para fazer a apresentação do Jornal do Almoço, também passei a ser chamada para apresentar cerimoniais, shows, eventos de moda e por aí foi. Fui convidada para apresentar a primeira edição do Festival de Dança de Joinville mas, por causa das enchentes de 1983, quando SC ficou ilhada, estava tão envolvida na rede de solidariedade que abri mão do trabalho. A partir do segundo ano do Festival mergulhei de cabeça. A convite da diretora da Casa da Cultura e uma das criadoras do Festival, Albertina Tuma, apresentei o Festival de Dança daquele ano e os festivais dos próximos 8 anos. Eu coordenava também a Comissão de Roteiros. Escrevia os textos de apresentação e orientava os demais locutores para apresentar, pois, espetáculos de dança precisam bem mais do que ler o script.
Paralelamente a tudo isso, Marco Antonio Peixer, colega de RBS e dono da Rádio Floresta Negra, me intimou a fazer um programa na emissora dele. Ganhei um horário diário ótimo, das 10 ao meio dia. Fazia o Radioatividade... e fazia intuitivamente. Tocava as músicas que eu gostava, dava dicas, notícias, eventos e tinha uma fila de patrocinadores. Marco Antonio marcou um gol e eu, só corria pro abraço. Muita água rolou nos anos de rádio, vários programas... loucura loucura.
Em 1989, deixei a RBS para fazer a campanha política do então candidato pela quarta vez a prefeito de Joinville, Luiz Gomes (PDS), o Lula. Bolava as matérias, apresentava, gravava os áudios... era a primeira vez que Joinville teria sua campanha para prefeito na TV. Vencemos e nossa vitória foi em cima do candidato do prefeito Freitag, José Carlos Vieira, e a produção "valorizada" do produtor de TV,Coruja, e sua equipe nota 10.
Como comecei antes, tive a chance de fazer primeiro.
Antiguinha e desbravadora
- Fui "a" primeira repórter (sexo feminino) de TV de Join local. (RBSTV Jlle)
- A ajudar a fazer e apresentar programa na primeira campanha política na TV. (Lula)
- A ter uma produtora de vídeo independente. (Câmera 4, em sociedade com Marcelo Leal, Gislaine Croce Kumakola e Teomar Lemos)
- A criar e produzir um CD-ROM com imagens de Joinville (em parceria com Adauto Jr) CD-ROM de Joinville.
- E a primeira locutora on line da cidade.
Grandes coisas rs ... mas é legal.
Eu já tinha 20 anos de bagagem quando resolvi montar meu próprio estúdio e gravar em casa. Já tinha a experiência de internet e com a ajuda de amigos como Lenete Boetcher, Esdras Felício, Henrique Tobal Neto, Xuxú e minha filha Felícia, montei o primeiro home estúdio com locutora conectada à internet do planetinha Ville. Por isso "Locutora On Line", por trabalhar exclusivamente via internet. Recebo os textos por email ou skype, gravo e envio para os produtores.
Skype Tusi Helena
Tusi Locutora On Line no facebook
No twitter @TusiLocutora
Ouça Tusi Locutora On Line no
https://soundcloud.com/tusi-locutora-on-line
Hoje...
O estúdio cresceu em equipamento, em qualidade e em experiência. Cresceu também em possibilidades. Virou o Estúdio da Colina e além de locuções trabalhamos com produção de trilhas, spots, esperas telefônicas, bandas e afins.
A união/parceria com o produtor musical e músico, Augusto Matos, trouxe essa nova configuração do Estúdio. Minha filha mais nova, Bibi Vidália, e a filha mais velha, Felícia Oliveira, ambas locutoras e cantoras, formam comigo o trio de vozes femininas do Estúdio da Colina. De novo e sempre fazendo alguma coisa pela primeira vez.
Navegue em Estúdio da Colina no facebook.
Gratidão Extra
Ao músico e técnico Eliezer Zuqui por sua disponibilidade, experiência e parceria; à Câmara 1 pelos anos de parceria, à Teka Peller pela amizade e parceria, ao Esdras Felício e ao Xuxú, parceiros especiais, locutores e produtores que sempre me empurraram pro futuro; à Vanessa Leal pela amizade e trabalhos, ao Tobal Neto que montou o primeiro estúdio, à Mari Silveira que me incentivou, às minhas filhas que me deram a alegria de aprenderem uma profissão em casa; à minha irmã Terezinha Moraes que sempre me socorreu e meu mega cunhado, Helio Dalmo; ao meu pai, José Manoel de Sousa (in memorian); à Albertina Tuma que sempre foi fã, incentivadora e me usa na abertura de seus espetáculos; à Fabrícia Piva, amiga, música e produtora e ao meu amor, Augusto Matos, que já aguentou muito piti quando os equipamentos resolviam parar e está comigo parceirando, namorando, ajudando a escrever o prosseguir dessa história.
Deus me deu muitas ferramentas de aprendizado. Minha gratidão incondicional é para ELE.
Por Tusi
15.06.2013