Minha filha Bibi Vidália, de 22 anos, empenhada em se engajar no movimento PASSEATA PACÍFICA DE JOINVILLE, que rola hoje, pediu que eu escrevesse um texto sobre as mudanças no País. Eu, na bronca com tanta falta de seriedade com as coisas brasileiras, respondi assim...
Não tenho um texto, filha, tenho ressentimento. Me vejo inocente pois acreditei na política e trabalhei. Não tenho texto, tenho rancor. Tenho vergonha de ser rejeitada pelos homens que não cumprem suas obrigações sociais, obrigações para as quais se dispuseram e nos fizeram crer que seria possível exercer com honestidade. Não tenho um texto, tenho um coração partido ao ver que a desvalorização do cidadão brasileiro caiu na vala da banalização e do desrespeito. Não tenho um texto, mas tenho esperança ainda de que estes jovens valentes, baderneiros ou não, sejam mais corajosos e capazes que os "coroas" que sem vergonha alguma, sentam-se no trono nacional e pensam que de lá apitam suas arbitrariedades sem que nada seja feito contra. Não tenho texto, não sou diplomada porque optei por trabalhar desde muito cedo e sustentar quase sempre solo minha família. Não tenho um texto, tenho indignação, tenho necessidade de médico, de trabalho, de transporte, respeito e de dignidade. Filha, a sua mãe, sem texto, se pergunta: Querem prender baderneiros? Procurem nas câmaras, prefeituras, governos, na imprensa, nos corredores obscuros e assembleias pois BADERNA mesmo é o que estão fazendo com o nosso país há anossssss, não nas ruas.
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